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transparências

Hoje, ao acordar, me banhei com um daqueles sonhos, tão inundante, que fui submerso. Afundando mais em meu idealismo, tive a feroz vontade de viver como meu auxilio, meu respiro. Me vesti da confiança mais descarada e forçada, de todo desejo de transpirar amor descarado e forçado e da vontade de pagar o mal com sorrisos escancarados e forçados.

Eu não estou aqui pra culpar e sobrecarregar ninguém com os meus anseios, humor falho e educação por desejar. Então, sempre que vejo um momento oportuno, trato de utilizar do mantra: “forçar para acreditar”. E por fim acabo acreditando que há algo maior pelo que se lutar, realmente. Lutar contra o meu “real eu” para entregar um “melhor eu”. Ninguém merece gente azeda.

Nem sempre somos capazes de ocultar o nosso interior refletido no espelho conhecido como ‘rosto’. Sem dizer um “ai” que seja, você já contou uma porção de coisas da sua vida pra alguém. Por cima de um sorriso, pode haver um olhar vazio. Por baixo de um terno elegante, pode haver um pé que bate inquieto. Por trás de um discurso de paz e encorajamento, pode haver uma voz interior titubiosa.

Na tempestade, vestimos nossas capas de pessimismo e medo. Num dia ensolarado, nos vestimos com desejos de viver o que há pra viver. Nas festividades, nos abraçamos, beijamos, choramos, desejamos… E nos dias que se seguem, sentimos já ter a bateria do ‘eu te amo’ com carga suficiente pra podermos passar uns meses ou anos (ou séculos) sem ver algumas pessoinhas.

Vestidos do que está na moda e tirando nossas selfies fazendo duck face, tentamos nos convencer do nosso próprio bem-estar descarado e forçado.


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